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A nova fábula da avestruz e do elefante

POSTED BY: TdQ | Seg, 26/05/2014 - 09:35

Começo por uma confissão. Quando alguém que não conheço (ou conheço mal) me telefona, enquanto a ouço vou googlando o seu nome. Fico com a atenção dividida entre aquilo que essa pessoa me está a dizer e aquilo que vem publicado na primeira página da pesquisa. Imaginam o resultado. 


Google Search

Googlar é, hoje em dia, a metodologia de pesquisa mais comum. Aos jornalistas, por exemplo, aos analistas, aos bancários, aos curiosos e, pelo que se sabe, até aos próprios espiões. Imaginam as consequências.

Sendo assim, como é possível que haja protagonistas do mundo dos negócios (por exemplo) que entendam que, pela circunstância de estarem desligados do mundo digital, o mundo digital está desligado deles.

Não está. The digital world is watching you.

Li em tempos esta analogia feliz entre o mundo digital e o elefante. Diz-se que o elefante não esquece. O mundo digital não esquece e não apaga. Nem mesmo a tímida, furtiva e discreta avestruz escapa a este predador.

Por isso, a gestão da reputação digital não é uma decisão pessoal. “Não ligo a essas coisas” não serve de argumento. “Não sou daqueles que perdem tempo com os media sociais” não serve de argumento.

A reputação digital decorre num contexto radicalmente diferente dos anteriores contextos de reputação. O princípio é de que tudo é publicado (sem “gatekeeper”) e fica permanentemente publicado (nada apaga).

O poder dos terceiros é, por isso, muito maior. E a gestão da reputação em ambiente digital (o tal ORM) uma disciplina fundamental das RP que envolve um acompanhamento diário, atenção, dedicação, sensibilidade e… mão-de-obra. 

Este post foi originalmente publicado por Luís Paixão Martins no blogue A Teoria do Q