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Se o Porto é ponto final, Lisboa é...

POSTED BY: TdQ | Seg, 06/10/2014 - 10:05

Exercício entretido a pretexto da nova marca da Invicta. 

Porque me interesso pelo Marketing dos Territórios, segui com atenção o lançamento da nova marca Porto. Isso, Porto ponto final. E, como tenho obrigações no marketing da cidade de Lisboa, tornou-se-me irresistível especular acerca de uma possível réplica para a nossa capital.

(Sim, um consultor de RP apaixonado pela sua actividade entretém-se nas horas livres a brincar com estas coisas).

Lisboa

Como podem constatar foi muito fácil e evidente encontrar a tal “réplica” que retrata o posicionamento de Lisboa usando um simples símbolo de pontuação.

Se a marca Porto é pontuada por um símbolo que é o final, a conclusão, a coisa feita, fechada sobre si mesma, Lisboa é pontuada pelo símbolo da introdução de uma nova fala, uma nova ideia, uma declaração, um depoimento, um ponto de vista.

Se o Porto se revê num ponto final que simboliza uma declaração que não suscita controvérsia (como quem diz “isto é o Porto e está tudo dito”), Lisboa é a cidade dos 2 pontos como sinal da sua declaração: “vamos lá conversar, dialogar, conhecer-nos”.

Lisboa: diálogo, relação, entendimento, viagem, turismo, emigração e imigração

Porque a capital portuguesa é uma cidade que se abre ao diálogo, à relação, ao entendimento, à viagem, ao turismo, à emigração e à imigração.

Porque Lisboa foi sempre e continua a ser uma cidade aberta criada por aqueles que nela nasceram (como eu) e por aqueles que ela atrai (talvez a maioria, se considerarmos a comutação quotidiana).

É por isso uma “obra incompleta”, a refazer-se todos os dias, fruto da convivência (nem sempre simples) entre “o nosso lado” e “o outro lado”, “lados” que são convidados a juntar-se pelos 2 pontos. Lisboa é uma porta aberta.

Como escrevi atrás, este apontamento apressado (inspirado num exercício antigo da marca da própria LPM) é só e apenas uma “brincadeira” tornada irresistível pelo lançamento da nova marca Porto. Espero que também se tenham divertido com ele.

 Este apontamento foi originalmente publicado por Luís Paixão Martins no blogue A Teoria do Q