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Taxas, taxinhas e campos de batalha

POSTED BY: TdQ | Qui, 13/11/2014 - 10:31

Sempre a aprender: ainda havemos de descobrir a bondade da estratégia eleitoral por detrás da guerra à taxa turística. 

taxman

Quem é o colector de impostos?

Quando se prepara uma campanha eleitoral define-se sempre aquilo a que eu chamo o “campo de batalha” e outros chamam outros nomes geralmente em inglês porque soa melhor.

O que é o “campo de batalha”? É o território que escolhemos para desenvolver o nosso combate de comunicação. São os temas que vamos procurar agendar na nossa campanha.

Depois de identificados temos de os testar. É irrelevante que o nosso candidato seja eficaz em determinado tema se o mesmo está completamente afastado das motivações dos eleitores. 

Por isso, o nosso “campo de batalha” é tanto mais forte quanto mais ajustados às motivações dos eleitores foram os argumentos que escolhemos para valorizar o candidato.

É claro que do outro lado ou dos outros lados se definem outros “campos de batalha” e o combate eleitoral começa pelo combate pelo agendamento, pela competência que cada candidato demonstra ao influenciar o sistema mediático para agendar os temas que mais lhe interessam.

Pode dizer-se que, em termos de narrativa, a campanha de comunicação da campanha eleitoral é ganha, em princípio, pelo candidato que melhores resultados produz no agendamento mediático das armas do “campo de batalha” que definiu.

Ocorreu-me agora esta converseta em função do número que o governo PSD/CDS anda a fazer em torno da taxa turística de Lisboa com o óbvio objectivo de atingir o anunciado candidato a primeiro-ministro da oposição PS.

É que, assim à primeira vista, se eu estivesse envolvido nos preparos de campanha eleitoral da coligação de Direita não agendaria o tema dos impostos.

Mas deve haver uma estratégia por dentro disto tudo. E não um impulso. Acardito.

Este apontamento foi originalmente publicado por Luís Paixão Martins no blogue A Teoria do Q